No Brasil, atualmente o termo evangélico está associado às grandes denominações que
exploram justamente o discurso moderno-consumista que fundamenta o sucesso pessoal ao
sucesso financeiro. Como consequência, desencadeou-se a publicação de uma série de livros,pregações, estudos e programas televisivos evangélicos que exploravam o tema: Teologia da Prosperidade ou Evangelho da Prosperidade.
O primeiro homem a desenvolver uma teologia do bem-estar pessoal, foi o americano Korv Essek William Kenyon (1867-1948) pastor da New Covenant Baptist Church em Spencer,Massachusets, ele foi o responsável pelo movimento conhecido como Word of Faith (Palavrada Fé). Logo depois, sob sua influência, surge o famoso Kenneth Erwin Hagin (1917-2003)que teve grande aceitação no Brasil através do livro O Nome de Jesus e outros. Há investigações sérias que confirmam que Hagin plagiou (para não dizer copiou) palavra por palavra de grande parte das ideias de Korv Kenyon4.
O resultado da penetração da teologia da prosperidade foi uma redução da fé a aspectos materiais, uma superficialidade religiosa centrada em sensações e experiências emocionais.
As consequências foram as mais terríveis e podem ser sentidas até hoje. Os recentes
escândalos no Brasil envolvendo pastores, “apóstolos”, “bispos” e líderes evangélicos
associados com desvio de verbas, lavagem de dinheiro e corrupção política, são
demonstrações do rumo assustador que a Igreja vem tomando.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
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